
PATRONA: ABIGAIL DE LIMA
Joana Thereza Vieira de Lima (Abigail de Lima) nasceu em 21/12/1883 e desencarnou em 21/07/1969.
Mas conhecida por Abigail de Lima, nome que adotou quando foi crismada, por não gostar de seu verdadeiro nome e pela grande amizade que devotava à sua madrinha, chamada Abigail.
De família católica, foi educada num colégio de religiosas, no bairro de Laranjeiras. Apesar de obediente à religião de seus pais, era avessa aos dogmas do confessionário e da eucaristia, tendo por isso recebido sérias repreensões das educadoras. Sua aversão era tal que, quando obrigada a se confessar, adoecia, e muitas vezes a comunhão era dada no leito. Tanto que, seus pais, sabedores do problema, foram obrigados a transferi-la de colégio, onde não houvesse tal obrigatoriedade.
Conta ela em entrevista, datada de 1952, a Américo Carvalho, diretor do “Jornal Espírita”, já extinto, que ficou noiva de Manoel da Mota Lima aos 17 anos de idade. Sendo seu noivo de família católica, ele fazia questão do casamento religioso. Depois de tudo pronto, marcado o casamento, ela se recusou a casar na igreja, para decepção geral, inclusive do próprio noivo, que afinal cedeu à sua vontade.
Abigail de Lima tomou conhecimento dos fenômenos mediúnicos através da sua própria mãe, que, sem qualquer conhecimento do Espiritismo, era “tomada” por uma Entidade Espiritual, revelando uma personalidade inteiramente diversa da sua. Porém, por preconceito religioso, a família jamais procurou contato com o Espiritismo.
Dias depois de casada, visitando uma amiga enferma, foi envolvida por um Espírito e, inteiramente inconsciente de tudo que se passava, aplicou-lhe um passe e a amiga recuperou-se de imediato. O esposo ao tomar conhecimento do fato, proibiu-a de procurar uma Casa Espírita. Messes depois ela foi acometida de uma crise nervosa, sendo tratada pelo Dr. Filgueiras Lima, médico homeopata famoso, que lhe aconselhou a frequentar a Federação Espírita Brasileira e procurar o médium receitista Manoel Quintão. Com apenas uma receita recuperou-se. Na Federação conheceu Ignácio Bittencourt e passo a frequentar o Centro Espírita dirigido por ele, em Botafogo, no qual desenvolveu a sua mediunidade e tomou conhecimento da Doutrina Espírita. A partir daí, o marido rendeu-se à evidência dos fatos e passou a colaborar com ela, na grande tarefa que lhes estava desinada.
Fundou e dirigiu inúmeras Instituições Espíritas. Dedicou-se com muito amor à criança órfã e abandonada, fundando a Instituição “Pátria do Evangelho”, no bairro de Madureira, com um efetivo de 65 meninas, que criou e educou com muito amor. Mais tarde juntou-se a ela D. Constança Carvalho, senhora de muitas posses, dona da Fazenda Madureira, que se transformou numa Comunidade Espírita, com a colaboração dos maiores nomes da época, como Dr. Levindo de Mello, Lins de Vasconcelos, João Carlos Moreira Guimarães e tantos outros. Abigail de Lima foi uma verdadeira heroína, exemplo de educadora, uma das mais abnegadas mulheres espíritas de sua época.
MENTOR: IGNACIO BITTENCOURT
Nasceu em Portugal aos 19 de abril de 1862 e desencarnou no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1943.
Muito moço, emigrou para o Brasil, não com ideais de riquezas, mas em busca de um ideal que a intuição lhe dizia estar na terra irmã.
Deixou as bancas escolares aos dez anos, todavia, aliado ao forte desejo de saber e à clarividência de sua razão, o libertou da ignorância. Autodidata, adquiriu muitos e variados conhecimentos.
Contraiu matrimônio aos 22 anos, e nesse mesmo ano ao ler “O Livro dos Espiritos”, de Allan Kardec, se fez espírita.
Bem cedo, sua personalidade alcançou grande destaque nos meios espiritistas e, mesmo fora deles.
Fundou em 1º de maio de 1912 o jornal “Aurora” que durante muitos anos disseminou a Doutrina Espírita em todas as direções do País.
Em 1º de janeiro de 1919 fundou o “Abrigo Teresa de Jesus”, velha casa de caridade que funciona até hoje no Rio de Janeiro.
Foi vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. Era considerado “ apóstolo e santo” pela boca do povo.
Um ilustre médico escreveu em uma crônica a respeito de Ignacio Bittencourt “Perante a lei um contraventor, perante a Humanidade um benfeitor!” Foi processado algumas vezes por exercício ilegal da medicina, sendo sempre absolvido. Isso tudo por exercer a mediunidade receitista e curadora.
Era forte na fé, valoroso na humildade, destemido na caridade, tal se revelou constantemente este velho companheiro de lides espirituais, e amigo muito benquisto.
Disposto a todos os sacrifícios que lhe adviessem da necessidade de dar cumprimento ao dever, que a sua consciência cristã lhe impunha, ante o lema da doutrina a que servia com inteiro devotamento e abnegação. “Sem caridade, não há salvação.”
Ignacio Bittencourt granjeou notariedade e grande admiração que lhe cercava a personalidade. Dispunha de grande cultura intelectual, discorria de maneira fluente e com muita eloquência sobre o ponto em estudo.
Em suma dentre os aqueles abnegados que hão trabalhado pelo cristianismo, ele se fez seguidor do Evangelho em espírito e verdade.
( Extraído do livro “Grandes Espíritos do Brasil” ed. FEB )
NOSSA HISTÓRIA
O Centro Espírita tem como finalidade principal o socorro de almas, ou seja, proporcionar o esclarecimento, o equilíbrio, a sustentação espiritual, tudo baseado na Doutrina Espírita, Terceira Revelação, que nos veio proporcionar condições para entendermos quem somos e qual é o nosso destino.
Possuidora desse entendimento e amparada pelos abnegados amigos espirituais, Abigail de Lima (nome adotado pela nossa patrona Joana Thereza Vieira de Lima) fundou em 03 de janeiro de 1953 a “Fundação Pátria do Evangelho”, a qual tinha como finalidade a prática da caridade em todas as suas múltiplas modalidades. Tal prática foi exercida no orfanato, cujo objetivo era internar, proteger, regenerar, instruir e educar, sem distinção de cor, crença ou nacionalidade, além de difundir o espiritismo através das obras da Codificação; proporcionar o estudo filosófico e moral, prestar assistência material e espiritual.
Sua obra foi atravessando os anos, com muitas dificuldades, entretanto como a ajuda dos benfeitores espirituais e das almas aqui encarnadas que atenderam ao chamado desses benfeitores para que lutassem com o objetivo de que a casa permanecesse aberta. Foram anos de luta, de perseverança, e acima de tudo de muita fé, não só na espiritualidade amiga, mais principalmente em Deus.
Tivemos um grande colaborador, para a nossa casa que foi o CELD (Centro Espírita Léon Denis) o qual nos enviou trabalhadores mais esclarecidos acerca da doutrina a fim de ajudar aos trabalhadores que lutavam pelo progresso do Centro Espírita que passou mais tarde a denominar-se CEAL (Centro Espírita Abigail de Lima). E hoje, podemos dizer que o objetivo foi alcançado, aos poucos os trabalhadores foram chegando, as tarefas surgindo, as almas procurando ajuda, e a casa continua crescendo.
Hoje, somos uma Instituição fortalecida e empenhada cada vez mais em manter o propósito da nossa Patrona que é o de socorrer almas, pois como ela mesma disse, em uma mensagem psicofônica, esta casa foi e continua sendo um “orfanato de almas”.
A Instituição